Como se sabe e tornou bordão, o grande problema da sociedade moderna são os preconceitos.

Há-de ser por isso que por cá, o Instituto da Juventude e o Ministério da Educação patrocinam a boa da Rede Ex-Aequo para contribuirem na educação dos jovens portugueses, em sentido inverso ao maldito preconceito.

Para lá das palestras nas escolas, no seguimento da legislação para a educação sexual, que já havíamos falado aqui, também acampam e são muito cinéfilos.
Nos acampamentos, o incentivo ao despertar da homo ou bi-e-trans-sexualidade e demais variantes conhecidas ou por conhecer – é a finalidade, pois é bom que se torça o pepino logo de pequenino.

Já na cinefilia há que aliar a pedagogia ao lúdico e até ao frisson religioso.

Por exemplo- repare-se na sinopse do filme O Padre(Antonia Bird, 1995, 97m, GB) «Este filme explora alguns preconceitos religiosos muito provocantes tais como: o celibato, o incesto, o abuso sexual, a homossexualidade e o segredo do confessionário»

Aqui conta-se mais um pouco do enredo, com a menina de 14 anos no confessionário e o jovem padre a atacar nos bares gay.
Mas atenção, nada disto pode ser tido por estímulo pedófilo- essas coisas, como a rede de juventude esclarece, só acontecem em virtude dos preconceitos homofóbicos.

Felizmente que, para eles, até existe a Linha da Denúncia e legislação especial contra os crimes de ódio.

Eu não sou especialista em coisas de Igreja mas pergunto-lhe é a si who the fuck is Pepe Rodriguez.

Algum historiador conhecido ou um charlatão que publicou um documento forjado?

Isso é tudo treta.

Se quer bibliografia que se reporte a Portugal posso indicar. Eu usei as visitações para alguma informação.

Veja aqui- o hábito não faz o monge

Para acabar de vez com “preconceitos religiosos muito provocantes” nada como passar uma vista de olhos pela esquecida “Taxa Camarae, do papa Leão X”.
A Taxa Camarae é um tarifário promulgado, em 1517, pelo papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice. Aqui ficam os cinco primeiro artigos de tão interessnte documento:
“1. O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra mulher qualquer, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras, 12 soldos.
2. Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará 131 libras, 15 soldos.
3. O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras, 8 soldos.
4. A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois de se ter entregue a um ou mais homens simultânea ou sucessivamente, quer dentro, quer fora do seu convento, pagará 131 libras, 15 soldos.
5. Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes, pagarão 76 libras e 1 soldo.
O documento é composto por 35 artigos e a fonte de que me socorri é de Rodriguez,Pepe,(1997) Mentiras fundamentais da Igreja católica. Terramar- Editores,Distribuidores e Livreiros-(1ª edição portuguesa,Terramar,Outubro de 2001- Anexo,pp.345-348)
Como a Zazie revela ser muito entendida nestas matérias, fico a aguardar o seu parecer àcerca deste documento.

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