No meio de umas reflexões acerca da mística e das distracções do arraiasolado fenomenológico da criação, o caro Despastor invoca as nossas caçadas por terrenos escorregadios do catolicismo badalhoco.
Impregnado de temores estéticos e sensuais à S. Bernardo, reconhece o caso extremo que lhe deitaria por terra as convicções religiosas, tão bem protegidas pela quentinha manta espiritual em que se aconchega- e confessa:
Mas, se, por exemplo, a Zazie descobrir um baixo-relevo com umas freiras a serem sodomizadas por um papa-formigas albino nalguma abadia normanda, aí sim, todo o corpo doutrinal em que assenta a minha fé correrá o risco de desabar como um castelo de cartas, dois de copas incluído, e poderei ter de me dedicar a tempo inteiro a ganhar dinheiro com posições curtas em futuros com fundos de sub-prime
Ora estas provocações pagam-se caras. O que eu não daria por caçar um papa-formigas albino mesmo que fosse no Alentejo, quanto mais na Normandia e, ainda por cima, em badalhoquices com uma freira.
ornitorrinca do cadeiral da sé de ViseuPois fique o caríssimo Despastor sabendo que nem sempre o bicho se ajeita com alimária da sua espécie.
Por exemplo- o bom do nosso cardeal D. Miguel da Silva , a quem Baldassare Castiglione dedicou o Livro do Cortesão, teve uma ornitorrinca em Viseu, mas não consta que o animal tenha feito poucas-vergonhas com as freiras. Na verdade, quem mais o fodeu (ao bispo) até foi o D. João III, que o acusou de pederastia e lhe tramou a brilhante carreira em Roma. E, mesmo neste caso, o assédio nem terá vindo do marsupial, quanto mais de monja.
Boschcolegiada de Beverley, Yorkshire

Por outro lado, várias foram as freirinhas imortalizadas na tela e na pedra que substituíam o bichano por um eficaz godemiche, ou que preferiam carícias mais pecaminosas entre elas, conciliando o rosário e a cruz com a protecção velada do grande bode.

Reconhecerá também, quem está habituado a desfazer rebanhos, que o pior lobo é o que acorre à imaginação da casta ovelha.
menina nua, cadeiral da sé do FunchalDou-lhe mais um exemplo- não há cura nem sacristão que não tenha ideias tristes com esta menina nua do cadeiral da sé do Funchal.
Vá-se lá saber porquê, insistem que foi destruído o par que a “completava” por trás, quando, o que o artista se esqueceu foi de acrescentar a bacia (como no caso de Zamora), pois as piquenas apenas se punham nestas posições para poderem lavar os cabelos.

hedghogging-The fox knows many things, but the hedgehog knows one big thingE mais; não se retire, com tanta confiança, para as investidas na bolsa. É que, quando o estímulo passa ao vil metal, saltam mais as meninges que o resto. E, como também deve saber quem conhece a vida do campo, não há subprime que resista à estultice de um hedge fund, nem ouriça-cacheira que por baixo não se queixe.
blind hedgehog

Esses glutões eriçados fodem o mercado e ainda gostam muito de citar Isahia Berlin para justificarem a perícia no açambarcamento dos frutos, mas depois, quando chega a hora da dança, embaralham-se todos.

E obrigada pela visita.

Eu também não escrevi que eram sinónimos- apenas que origem é a mesma.

Tem aí bibliografia suficiente para confirmar.

As diferenças reportam-se apenas ao uso entre hebreus e muçulmanos, mas o sentido é paralelo e a origem comum.

OLÁ!!!

SÓ QUERO ESCLARECER:

MÃO DE FÁTIMA É UMA COISA, KHAMSA É OUTRA – NÃO SÃO SINÔNIMOS.

A MÃO DE FÁTIMA É UM SÍMBOLO MUÇULMANO XIITA REPRESENTANDO A BONDADE DE FÁTIMA, FILHA DO PROFETA MOHAMMAD. SÃO CINCO DEDINHOS, TRÊS PARA CIMA E OS DOIS DAS EXTREMIDADES ENCURVADOS PARA FORA, ESSE QUE VOCÊ TEM NÃO É UMA MÃO DE FÁTIMA.

O KHAMSA (O QUE VOCÊ TEM FOTO)TEM ESTRE DE DAVID E TUDO MAI, MÃO DE FÁTIMA NÃO TEM, E MESMO QUE O KHAMSA NÃO TENHA ESTRELA DE DAVID, JAMAIS UMA MÃO DE FÁTIMA SERÁ COMO ELE POIS O JEITO DE REPRESENTAR OS DEDOS É BEM DIFERENTE.

NOS MAIS, ADORE SEU BLOG.

ATÉ

Querida Zazie,
parti daqui para uns acrescentos, embora direccionados apenas numa das vertentes. Lá onde sabes.
Bjoka

Ou vão todos para o inferno, depois de muito beija-cu de avental e lugar cativo no poleiro

“:OP

È que este mundo é precisamente produto de vosso- dos mata-frades do euzinho divinizado, meu. Qual missa, qual temor a Deus. O deus deles é o cifrão e a terra não tem limites.

Eles embaralham-se e encaralham-nos.Brandindo a Bíblia Sagrada numa mão e o Liberdade Para Escolher na outra. No fim, confessam-se, vão à missa, comungam, e depois vão todos para o Céu, onde adquiriram um lugar Vip através duma off-shore.

seria essa, sim; devia ser um extase mais glandular q o costume 🙂

é a tal verificação experimental ‘a la monte carmelo’ 🙂

bjs

ehehe
Já emendei os arraiolos. Estava muito cavalar.
A freirinha que se recorda terá sido a que estava a dar de mamar a um macacão?
Realmente essa aí…
“:O)))

Pois eu imaginava-o um católico badalhoco mas sem verificação experimental
Beijocas

‘arraiolosado’ eheh, já nem eu me lembrava

oh zazie, muito obrigado! 🙂

mas sabe, eu desde que vi aqui no cocanha uns macacos com umas freiras q a zazie desencantou por aí, sempre que estou a escrever qq coisa mais teolabarista lembro-me sempre disso! felizmente que não tenho convicções religiosas e apenas suspeitas, (detesto convicções) polvilhadas de verificações empíricas, já se sabe.

um beijo, antº

( ah, e é ‘arraiasolado’ pq descende de ‘arraiolos’, pela via etimologicamente mais erudita, claro 🙂

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