Se alguém perdeu a decifração da charada do famigerado caso Freeport, fica aqui o resumo, feito na RTP pelo Júdice e mais uns acólitos.
Foi tudo obra de uma brincadeira de mau gosto de um anónimo, que decidiu fazer trabalhar a polícia nacional e estrangeira e mais a nossa justiça, enviando-lhes cartinhas de carnaval com a inventona
E, o mais grave, é que até pode dar-se o caso do nosso PM ter andado a ser escutado durante todos estes anos, quando bastava uma conversa com os nomeados na carta, perguntando-lhes se alguém tinha pago e se alguém tinha recebido.

No caso de dúvida, como explicou o jurista de renome, as contas também se verificavam em minutos, com um simples recibo de multibanco.

Mas, o que nos vale são os peritos que dedicadamente trabalham à borla na blogosfera- o engraçadinho que escreveu a carta anónima e desencadeou toda esta crise nacional, passados quatro anos, já tem foto publicada aqui ao lado.

E com alvo na testa, que é para aprender a não fazer gastar tempo e dinheiro ao país, já para não se falar nas vergonhas que ainda passamos lá fora.
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[quanto à qualidade técnica do desvendar do caso, pode inteirar-se na secção de marketing
paralela ]

Sim, preferia, e foi alterado para safar a pandilha da Casa Pia.

Hoje em dia, até um terrorista pode ficar a par de tudo que é suspeito e ter tempo não só para se safar como para safar os restantes.

E isto, tanto é ameaça pública como outra coisa- a impunidade absoluta de qualquer político- como já sucede no Brasil.

O resto que ele disse é pura mentira, ele esteve ali a gozar o pagode à custa de ter a noção que as pessoas nem percebem os detalhes e são capazes de engolir uma treta qualquer.

Ele aproveitou-se da imbecilidade da procuradora (que até já tinha arquivado a treta do caso do canudo, coisa que nem precisou de investigação nenhuma, inclusive aos dois canudos e até ao que foi dado para a Assembleia) para dar a ideia que era possível existir um falso caso, sem mais indícios que uma carta anónima que mantinha a polícia e toda a investigação jurídica portuguesa e ainda a estrangeira, atrás de uma treta qualquer que se resumia a meia dúzia de questões que saíram cá para fora.

Acreditar nisto, só um maluco.
Mas, como estão habituados a safarem-se com aldrabices e terem lá sempre quem arquive os processos, abusam. Da nossa paciência.

O Júdice é um vigário, nada contra. Se mentiu ou não mentiu em relação ao caso (e em relação ao eleven, quinta das lágrimas, etc) é outro assunto. Mas o exemplo que ele deu, ainda que não se tenha passado com ele, é um facto. Inegável. Não havendo controlo sobre as escutas e senso comum, calha no que calha. Independentemente se for ou não o PM, o poder Judicial faz disso.

Quanto ao caso do PM e das cartas rogatórias, não liguei, é macacada. Mas o Júdice foi pertinente na questão.

Bom, o Público fez um apanhado dos bens que o PM tem. A nível de poupanças pouco tem.

Prefere o método de investigar ao longo de 85 anos, no sigilo total, sem a pessoa saber?

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V. desconhece a ironia, não desconhece?

Eu até me esqueci de deixar aqui outra frase brilhante que ele disse:

“imaginem só, se isto é assim com um PM, o que seria se isto acontecesse com um homem vulgar”

ahahahaha

Essa foi de estalo- e ainda alvitrou a ideia das tais escutas clandestinas que ninguém conhece, como se fazem a pessoas absolutamente inocentes.

O Júdice é o maior vigarista e só mesmo quem for toino ou ande para aí a branquear estas trampas pode dizer o contrário.

E deve ser um tanto naive a acreditar na treta da historieta do cliente.

De caminho deve ter acreditado naquela de ser simples verificar as contas de 4 milhões de euros- basta ir ao banco.
Né? ao banco ali ao virar da esquina e em nome do próprio, porque nem existem offshores e 4 milhões que saem entram directamente numa qualquer conta da CGD ou assim, em nome da pessoa….

Falso.

O Júdice ainda que não devesse miar, teve uma certa razão.

Ele não “resumiu” nem passou em epítome o que se passou. Deu como exemplo um caso em que um cliente esteve sob escuta sem o saber, ao longo de anos e aí relativizou com o caso do Primeiro Ministro. E tem absoluta razão. Não é uma questão de certo ou errado, é uma regra democrática.

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