(…)Quando as organizações judaicas actuais, no exercício da sua virtude principal – a chutzpah, que tanto gozo lhes dá e a parolice alheia consente e premeia -, em altos brados indignados, perguntam, por exemplo, à Igreja Católica, onde estava o Papa quando os judeus estavam a ser massacrados pelo Nazismo, convinha que, antes disso, respondessem a uma questão tão legítima quanto análoga: onde estavam os Judeus quando os cristãos estavam a ser chacinados pelo Comunismo?
A Igreja poderia então responder que estivera em silêncio, e esse silêncio lhe pesava na consciência. Mas os Judeus teriam que responder que, em contrapartida, não tinham estado em silêncio: tinham estado em acção. Na dinâmica qualidade de torcionários maiores do açougue.
Os alemães têm que se sentir eternamente culpados, pagar eternas indemnizações e pedir eternas desculpas. Por Hitler e a sua camarilha de alucinados, assassinos e corruptos. E os Judeus quando é que indemnizam e pedem desculpa por Lenine, Trotsky, Marx, Kaganovitsch, Yagoda, etc, etc?
Claro, os nazis exterminavam com a pior das intenções, enquanto os comunistas, ainda para mais judeus, genocidavam com as melhores. Certamente, foi por isso que aqueles, demoníacos, encheram o céu, e estes, angélicos, quase fizeram transbordar o inferno.

Dragão , comentando o The Jewish Century de Yuri Slezkine