Les toros s’ennuient le dimanche
Quand il s’agit de courir pour nous
Un peu de sable du soleil et des planches
Un peu de sang pour faire un peu de boue
Mais c’est l’heure où les épiciers se prennent pour Don Juan
C’est l’heure où les Anglaises se prennent pour Montherlant

Ah!
Qui nous dira à quoi ça pense
Un toro qui tourne et danse
Et s’aperçoit soudain qu’il est tout nu
Ah!
Qui nous dira à quoi ça rêve
Un toro dont l’oeil se lève
Et qui découvre les cornes des cocus

Les toros s’ennuient le dimanche
Quand il s’agit de souffrir pour nous
Voici les picadors et la foule se venge
Voici les toreros la foule est à genoux
Et c’est l’heure où les épiciers se prennent pour Garcia Lorca
C’est l’heure où les Anglaises se prennent pour la Carmencita

Les toros s’ennuient le dimanche
Quand il s’agit de mourir pour nous
Mais l’épée va plonger et la foule se penche
Mais l’épée a plongé et la foule est debout
C’est l’instant de triomphe où les épiciers se prennent pour Néron
C’est l’instant de triomphe où les Anglaises se prennent pour Wellington

Ah!
Est-ce qu’en tombant à terre
Les toros rêvent d’un enfer
Où brûleraient hommes et toreros défunts
Ah!
Ou bien à l’heure du trépas
Ne nous pardonneraient-ils pas
En pensant à Carthage, Waterloo et Verdun, Verdun.

eu acompanhei os comentários com o jaquim. 🙂 tanto quanro vi ele ainda não reagiu a este post. é que só mesmo tu para uma resposta destas.

também achei curiosa esta incursão do economista. 🙂

bjs

A propósito, nos outros comentários onde se lê Guantanamo, devia ler-se Abu Grahib.

Para o caso, também não altera muito e o moço economista não voltou cá

eheh

Estás a falar do post mesmo, né?

Foi uma boca em directo que só se entende com a ligação às caixinhas de comentários do jaquim.

Então eles não são todos neoliberais? tudo pela regionalização e descentralização, contra o totalitarismo de Estado?

E agora, à conta de uma coisa bárbara, já faziam choradinho e queriam lei única a impedir que uma terra não quisesse touradas.

Isto é tão parvo, porque nem entendem que Barrancos é a outra face da moeda- aí também foi permitida uma tradição de touros de morte, por falar mais alto a história da comunidade.

Estes bacocos dizem-se neoliberais e na volta, até conseguem ser jacobinos estatistas à conta de coisas tão descabidas como esta: a identidade viril dos tugas, estava na capacidade de chagar os cornos aos touros.

Ora, para isto, nada melhor que quem cantou o “les bourgeois, c’est comme les cochons
Plus ça devient vieux, plus ça devient bête”

“:O)))))

beijocas

Zazie,

vejo que ninguém se pronunciou sobre este post. Que acho o máximo. Superaste-te. Inacreditável.

Para não haver enganos. Eu nunca defendi a intervenção. Consta dos debates do Pastilhas.

Mas, depois da merda feita, também achei que não era o yanquies go home à Miguel Portas. Incluindo o que o Vieira de Mello ainda foi tentar.

Mas depois de Guantanamo, não havia mais nada a dizer. Estava ali a vergonha toda da “lição de exportação da democracia à bomba”.

Mas olha, se ele em vez do JMB tivesse falado na gaivota, nessa filha-da-puta que não se calava, até concordava que era uma tortura.

O próprio 25 de Abril já vai sendo uma tortura requentada que dá para tudo e o seu contrário.

Eu até linkei o serviço público do José do portaloja porque isso é que me parece ser serviço público que desmonta memórias apagadas e inventadas- ao sabor da História feita pelos vencedores. História essa que nada tem para nos honrarmos, diga-se.

Rapaz (sorry pelo trato mas é para facilitar) eu não percebi a ligação entre essas coisas todas.

1- Em relação a Guantanamo, pronunciei-me na altura. Aliás, desliguei de vez de qualquer ideia que ainda pudesse justificar a trampa que tinha sido a invasão, com a tal intervenção à Vieira de Mello.

Assinei por baixo e postei o artigo do VPV que até tratava a questão de forma mais genérica- era brutalidade americana- barbárie ocidental.

2- No que respeita ao presente, penso o mesmo, e até penso que também temos coisas dessas quando rolam cabeças nas esquadras ou se arranca a confissão à porrada.

3- Gosto muito da música do José Mário Branco.

4- Não faço a menor ideia onde há ligação entre quem não gosta de música do José Mário Branco, por não gostar do que ele também representa.

E ainda menos da ligação que tu fazes entre isto tudo.

Eu nunca consigo entender-vos. Há-de ser problema de “novilíngua” mas não percebo mesmo.

Se estás a falar de qualquer outra coisa para além de palavras soltas e associações ideológicas tribalistas, então tens de me explicar. Porque eu só vi dialéctica erística com abuso do sentido da palavra “tortura”.

zazie, se fores contra a tortura e te revires no qu escrevo no link abaixo, pedia-te que colaborasses na denúncia desta tentativa de promover a ideia em portugal escrevendo um post no cocanha linkando pra o meu relato e dando a tua opinião. O mero comentário no blogue não é visível a olho nu e acho que é preciso alertar as pessoas para estas ideias que por aí andam. obrigado
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/04/houve-ontem-quem-louvasse-o-regresso-da.html

Carlos Santos

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