O Cocanha está com a MMG

  • Manuela Moura Guedes – “Acha bem dizer em praça pública que os advogados cometem crimes? (…) Está a enxovalhar a Ordem…”
  • Marinho Pinto – “O que está a fazer é manipulação!”
  • MMG – “Escreveu um artigo sobre o Freeport em que ataca a PJ…”
  • MP – “Porque utiliza o termo atacar e não criticar?”
  • MMG – “Foi visto como um frete político ao engenheiro Sócrates…”
  • MP – “Não me interessa. Não lhe devo nada, nem ele a mim. Deixe-me dizer-lhe uma coisa… Não pode dizer que faço fretes políticos. Olhe bem para mim nos olhos: nunca fiz fretes políticos!”
  • MP – “Estamos a criar uma sociedade de bufos…”
  • MMG – “Então o sr. é um bufo, ao vir para a praça pública denunciar advogados que cometem crimes?!”
  • MP – “Nós não varremos lixo para debaixo da mesa como fazem os jornalistas…”
  • MMG – “O sr. também não está a fazer muito pela sua classe…”
…………………….
Acrescento depois de rever a primeira parte do vídeo:

e com o Marinho também (já faltou menos para ler aquelas citações até ao fim)

Vale a pena ler aquelas caixas de comentários do Blasfémias.

Foram para lá as famílias pipoca em fato treino lycra-rosa e deram um espectáculo lindo.

Até as madamas se estrearam para insultarem o “botox” e tudo o resto.
Tudo completamente histérico e a amesquinhar em termos sexuais, sem um único argumento.
Apenas por alergia das “partes gagas”. O que só prova que “as partes gagas” não se normalizam por verbo e lei politicamente correcta.

Antes pelo contrário- ficam inibidas e depois, ao menor pretexto, salta a grunhice toda que andava reprimida. E em nome da boa educação- claro- sempre do civismo que é isto- verniz da hipocrisia.

Mas note-se que, no que toca à entrevista, estou com os dois. Foram ambos claros e genuínos.

Eu não estou nem deixo de estar porque, em matéria de “animais de letras” à Quevedo, a diferença costuma estar na seita que servem.

Este faz o papel do “buscão”- tem piada por isso- por se desbocar todo lá vai disparando para os pares (ao mesmo tempo que cobre outros à Casa Pia, por exemplo- com os mesmos aventais).

Mas é claro que o que interessa é o pavor que qualquer noticiário que não seja a voz do dono provoca.

E, neste caso, os histerismos com a MMG até me parecem ter um fundo perverso de machismo e cobardia à conta das manhas melífluas que a tradição do “respeitinho” também deixou.

Se fosse o Crespo eram capazes de gostar. Para poder ser claro e sem papas na língua, não podia vir de uma mulher- os tipos sentem-se mal- lá se julgam castrados.

É o azar de não termos a boa da tradição de jornalismo à americana ou à inglesa. Por cá é tudo a fazer fretes ou a dar tempo de antena a quem manda.

Eu estou com o António Marinho. Mas não (apenas) por causa desta entrevista.

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