Óh Céus,
Por amor da Igreja
Os pobres choram
E é natural
Pois aquilo que os pobres perdem
Com o desaparecimento dos mosteiros
È bem claro
Não há língua que o não possa dizer.
Neles, encontravam
A cerveja e o pão
Nos tempos de necessidade,
E consolação
Na desolação
Nas provas e nas inquietações
Todos os aguentavam
Os nossos actos e os nossos espíritos
Nesse tempo, quando éramos privados do nosso próprio sustento,
Encontrávamos bom acolhimento
à porta dos monges
sem rejeição nem diferenciação

Balada inglesa dos tempos da Reforma, citado por D. Knowles, The Religious Orders in England, vol.III, “The Tudor Age”, Cambridge, 1959, cfr. por John Saward, Folly for Christ’s Sake in Catholic and Orthodox Spirituality, Oxford University Press, 1980.

Como refere Sward, a espiritualidade puritana põe fim ao jogulator e à loucura e hilaritas dos santos vagabundos.

A noção do servo arbítrio, do pecado da carne, não é compatível com a antiga alegria medieval. Os calvinistas entendiam-na como uma forma de degradação do espírito.

Do mesmo modo que se fecham mosteiros que davam apoio e alimento aos pobres e abandonados, também a santidade dos loucos por Cristo vai ser substituída pelo mundo da ciência, do trabalho, da dignificação pelo dinheiro.

No entanto, a espiritualidade moderna- protestante e católica, não consegue pôr fim ao riso; depois de guerras e perseguições, nos século XVI e XVII os místicos e loucos vagabundos vão ressurgir de dentro dos próprios grupos sociais oprimidos.

eheheh

Vai trabalhar, malandro

“:OP

Cerveja!

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