• «Se, num país, os custos ambientais são «interiorizados» por um regime fiscal que obriga a contabilizá-los como custos das empresas e se estas são obrigadas a competir, num mercado global, com empresas de outros países que não obrigam a esses custos ambientais, os países que exigem a responsabilização ambiental das empresas estarão sistematicamente em desvantagem.
  • Ao longo do tempo, ou as empresas que operam sob um regime de responsabilização ambiental entrarão em falência, ou o enquadramento legal desses regimes tenderá a aproximar-se de um denominador comum no qual a sua desvantagem competitiva seja reduzida. Estas compensações são uma parte integrante do mercado livre global.
  • O mercado livre global opera para «extemalizar» custos que regimes melhores «interiorizaram». Nas economias sensíveis ao ambiente, as políticas fiscais e legais são desenhadas de forma a terem as empresas de pagar os custos que as suas actividades impõem à sociedade e à natureza. Este é o caso, desde há muito tempo, dos países da Europa continental. Os mercados livres globais colocam essas políticas sobre forte pressão. Os bens produzidos por empresas que são responsabilizadas pelos custos ambientais custam mais do que os mesmos bens produzidos por empresas com liberdade para poluir».
  • John Gray, Falso Amanhecer.

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Nada de novo, por cá até já temos propostas na Assembleia para baixarem as multas às cagadelas industriais sem filtro.