• «Da mesma forma que os mundanos, os que seguem o mundo, amam e procuram, com grande cuidado, as honrarias, a reputação e o crédito de um grande nome entre os homens, como lhes ensina o mundo, da mesma forma, os que procuram o espírito e seguem verdadeiramente Cristo Nosso Senhor, amam e desejam intensamente o inverso; ou seja, de se revestirem das vestes e da libré do seu Senhor, pelo amor e pelo respeito que lhe são devidos.
  • Para imitar Cristo, escolhi, como ele, abraçar a pobreza, o menosprezo e a troça, a indigência, o desprezo e a reputação da insanidade, mais que a opulência, as honrarias e a reputação da sabedoria».
  • Inácio de Loyola, Exercícios Espirituais

Uma vez, perseguindo um mouro que julgava ter insultado a Virgem, sentiu escrúpulos de o matar, deixando a decisão mais ajuizada à sua montada. Consta que a mula estacou e o mouro fugiu incólume.

Não sei se ainda haverá esta genuína capacidade de entender as vaidades do mundo e despojar-se de tudo.

“”o menosprezo e a troça, a indigência, o desprezo e a reputação da insanidade, “”

Ah, então já desde aí que vem…

…. parece que mudou pouco no mundo…

Ok, Pedro.

“;O)

Beijoca

Ah! Mas não se esqueça do Sermão do Padre Vieira…

Beijinhos.

Obrigada pela indicação, Hajapachorra.

Talvez Dostoievski não apreciasse Catarina… e Pascal, coitado, teve aquela doença jansenista. Acontece a muitos. Alguns acabam no Bloco, ao lado do Calvino Louçã. Para conhecer Stº Inácio há que ler o livro do peregrino, as constituições e a ratio studiorum (foi recentemente traduzida na Alcalá). Os livros do J. O’Malley também podem ajudar (o Lamet é para devotos arrupeanos).

Hajapachorra, mas essa é a versão militante e estúpida que mistura tudo e fala das “milícias católicas”.

Neste post apenas me lembrei das injustiças de um Dostoievski ou até do Pascal, por não compreenderem o espírito dos jesuítas iniciais.

E eu roubava-lhe aqueles Monets todos

é um prazer passar……sempre por aqui…..

(quand même..)

A ignorância está bem distribuída. De facto o peregrino foi perseguido pela Inquisição, pelo menos enquanto esteve em Salamanca e Alcalá.

Na cueva de Manresa é que ele passou pela experiência idêntica à dos saloi.

É claro que o Loyola é mais outro catalogado como pai da Inquisição, quando ele foi um místico.

Exacto. Eu calculava que tinha sido antes mas a ideia do post nem era essa.

Tenho andado a falar dos santos loucos e dos burros e, neste caso, o Dostoievski nunca entendeu o Loyola.

Isso foi antes, zazie, antes, quando ainda era Iñigo, quando ia a caminho da cueva de Manresa. O discernimento aprendeu-o depois e saiu-lhe do pelo.

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