Foto de José Pedro, 2006

O que vale é que a Teresa não se esquece e não deixou passar o dia de S. Bartolomeu em vão.

Imprescindível irem lá e lerem “Lavoura dos Cães” , na íntegra.

E é também pelo facto desta tradição por cá ter tanto peso popular que, naquela historieta da salva oitocentista, que a Teresa se lembrou de uma boa probabilidade, como disse nos comentários- o demónio encadeado também pode estar assimilado a estes festejos que por cá se faziam.

A sedimentação de referências é vasta e mistura-se com a velha tradição do combate dos gémeo cavaleiro contra o irmão selvagem, abandonado na floresta; romance de Alexandre , ou variações mais próximas da duplicidade do contrato com o demo entre santos do deserto ;
como na lenda do Papa Silvestre II; e judengas selvagens e entremezes de autos de Floripes, muito ao gosto dos nossos ourives.

Aqui fica de novo- o detalhe do acorrentado, com a campainha que tanto afastava o demo como atraía o javardo-demoníaco do Santo Antão, mas ainda com as características escamas eriçadas da tarasca.



E mais uns detalhes, onde aparecem figuras aos pares, como emissários recebidos por um Papa, assim como os apontamentos marginais dos festejos e cantorias de corte, ao lado de apontamentos de actividades do povo e minorias dos arrabaldes.

Ver também aqui ,a propósito dos cultos de Artemísia.

Entretanto, esta nossa salva tão rara, de artífice do Porto, também já se foi “para o estrangeiro”.