Ontem entrou-me um pelotão de bombeiros pela casa dentro e mais a polícia, à conta de uma micro-fogueirita que fiz no jardim.

A imbecilidade foi de tal ordem que eu, quando vi um deles à janela, do prédio ao lado, a perguntar-me o nº da porta, até pensei que era o idiota do vizinho de capacete de mota na cabeça e mandei-o bugiar….

Mas depois de uma hora de confraternização campestre em torno da fogueira e umas bebidas para descontrair, até o polícia e mais os sete bombeiros já concordavam comigo que perigosas são as beatas que os porcos atiram pela janela.

Enfim… o que vale é que hoje está de chuva.

“:O+

Mas achei piada à conversa com os bombeiros. Eles eram simpáticos, tirando um mais novito, armado ao pingarelho.

Esse novito, às tantas, decidiu declamar a cartilha para explicar que a lei não permite fogueiras na cidade- só no campo.

E eu perguntei-lhe como é que ele distinguia uma fogueira campestre- se já tinha visto alguma ou se imaginava que uma fogueira em Aveiras de Cima- com casas coladas umas às outras, era menos perigosa que uma fogueira num urbanismo à inglesa.

E o tipo ficou para lá a tentar encontrar justificação e ainda me perguntou o que era isso de urbanismo à inglesa- era o que tinha à frente- casas com traseiras unidas por amplos espaços de jardins, como já não se faz, nem em condomínios fechados e muito menos em Aveiras de Cima ou de Baixo.

São daqueles que transformam os jardins em garagem. Estes até têm uma cozinha com lava-loiça no jardim. Com balde, esfregona e detergente, por baixo de um beiral… por isso dá para imaginar que nem saibam o que é uma fogueirita.

E odeiam plantas. Chamam silvas a tudo.

eheheh

Olá José. Pois acredite que isto parece exagero mas não é. Eu devia ter fotografado aquele piquete de bombeiros que me entrou pela casa dentro, mais o polícia que vinha no fim do cortejo.

Palavra. Nem eu imaginava que uma anormalidade destas pudesse acontecer.

Quanto ao vizinho, há-de ser isso- um chucoteur qualquer que eu nem sei quem é. Nem era capaz de reconhecer na rua.

Até porque a minha família inaugurou o bairro nos anos 20 e nunca viveu mais ninguém sem ser família nesta casa.

Mas esta maltosa que se assusta à conta de um niquinho de fumo há-de ser gente que nem é do campo nem da cidade- gente de plástico que dá sentido a ASAES.

Mas os tipos gostam de almoçar de janela aberta para depois atirarem os guardanapos onde limpam as beiças pela janela fora.

Agora devolvo tudo à procedência. Vai tudo pelo ar de volta e eles que chamem os bombeiros.

Ontem até tive pontaria e atirei com um resto de fruta para dentro de casa dos animais.

E não bufaram. Nem bufam, que eles nem sabem o que é comprar uma guerra com uma “jardineira”

“:O))))

Só agora vi isto. Confesso que estou a acabar de me rir como um perdido, com esta história.

O tal vizinho não terá um fogão de sala?

Da próxima que vir fumo a sair da chaminé do patusco, é chamar os bombeiros…

Vai ver que resulta.

Há um livro que saiu agora sobre o estalinismo, escrito por um historiador inglês, Orlando Figes. Os franceses deram-lhe importância em todas as revistas ( na verdade só li duas, o L´Express e a Marianne, mas presumo que o Nouvel Obs também tenha escrito algo).

O livro em francês chamar-se Les Chuchoteurs, ou seja, os que sussuram, murmuram, segredam.
O sentido da expressão a mim vai dar mais para o lado de os bisbilhoteiros, porque são os que juntam a esse modo de transmissão oral, o lodo boateiro das denúncias por maldade.

Parece ser o caso. Na antiga Rússia estalinista, a esta hora, estava num gulag para aprender a fazer fogueiras em segurança, por obra dos chuchoteurs.

Mas o polícia é que era um bacano. Era daqueles “relações públicas” que estão muito em moda e que eu detesto quando o problema é meu, mas que neste caso foi excelente.

Eu explicava-lhe que fiz a fogueirita porque na véspera tinha visto uma beata atirada pela janela, lá do lado dos que denunciaram.

E depois, expliquei-lhe que achei que aquilo era um perigo e não podia estar ali, pois eles ainda provocavam um incêndio.

E foi por isso que decidi eu fazê-lo para evitar problemas sem controle

ehehe

E não é que ele concordou comigo…

E só dizia, isto dá direito a multa muito alta, mas eu não posso fazer nada, porque não vi.

E eu insistia para ele ver o restinho da queimadita, coisa de tal modo ridícula que ainda deviam era multar a galinha do vizinho

“:O)))))

ehehehhe

CCz, e não há exagero nenhum. Foi mesmo mais anormal do que eu contei.

V. nem imagina a loucura quando eu vejo aquele piquete a entrar-me pela casa e a chamarem a polícia por causa de um molhinho de troncos já ardidos.

“:O)))
Eles até deixaram uma trave na porta da rua para evacuarem o prédio

ahahahaha

E eu, quando me apareceu um patusco à janela a perguntar-me o nº da porta, pensei que era o vizinho com o capacete de mota na cabeça. Mas estava o resto do maralhal atrás, escondido.

E foi uma conversa surrealista. O bombeiro à janela a perguntar-me o nº da porta e eu a perguntar a dele para confirmar. E o tipo aldrabou o nº para não comprometer o vizinho que denunciou. E eu, pensando que era o próprio vizinho mascarado, também aldrabei o meu, dizendo que ao lado desse ficava um nº acima

ahahahahaha

LOLOLOL
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Parecem destacados de um video clip dos Village People

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