[42] XLII TO THE SEASONS [HORAI]

The Fumigation from Aromatics.

Daughters of Jove [Zeus] and Themis, seasons bright,
Justice [Dike], and blessed Peace [Eirene], and lawful Right [Eunomia],
Vernal and grassy, vivid, holy pow’rs, whose balmy breath exhales in lovely flow’rs
All-colour’d seasons, rich increase your care, circling, for ever flourishing and fair:
Invested with a veil of shining dew, a flow’ry veil delightful to the view:
Attending Proserpine [Persephone], when back from night,
the Fates [Moirai] and Graces [Kharites] lead her up to light;
When in a band-harmonious they advance, and joyful round her, form the solemn dance:
With Ceres [Meter] triumphing, and Jove [Zeus] divine; propitious come, and on our incense shine;
Give earth a blameless store of fruits to bear, and make a novel mystic’s life your care.

Orphic Hymns, trad. Thomas Taylor

Orphée
La femelle de l’alcyon,
L’Amour, les volantes Sirènes,
Savent de mortelles chansons
Dangereuses et inhumaines.
N’oyez pas ces oiseaux maudits,
Mais les Anges du paradis.

La tort
Du Thrace magique, ô délire!
Mes doigts sûrs font sonner la lyre.
Les animaux passent aux sons
De ma tortue, de mes chansons

(Guillaume Apollinaire, Le Bestiaire ou Cortège d’ Orphée, illustrado por Raoul Dufy)

E a nova Vida, numa onda a resplender,
Aflora à superfície ideal do novo ser.
Um novo Apolo vai tocar a nova Lira…
E na água que se bebe e no ar que se respira,
Nas nuvens onde dorme a clara luz dos céus,
Palpita um novo amor, murmura um novo Deus…

Teixeira de Pascoaes

«Outro é o cantor que vos proponho: ele não tarda, depressa virá, a quebrar a escravatura amarga imposta pela tirania dos demónios e, colocando-nos sob o doce e humano jugo da piedade, lembrando aos Céus aqueles que tinham sido precipitados sobre a Terra.
Só ele, na verdade, amansou os animais mais difíceis, os homens: aves como os frívolos, serpentes como os mentirosos, leões como os violentos, porcos como os voluptuosos, lobos como os rapaces»
Clemente de Alexandria, Protréptico, II, 17, 2; 18, 2. (150-215 dC.)

Mosaico do Arnal, Maceira, Leiria (Imagem A. Balil)- descoberto em 1848 pelo reverendo Patrick Russel e rapidamente roubado e levado para Inglaterra, possivelmente por um cônsul.

Foi descrito no Ilustrated London News de 5 de Setembro de 1857.

Cristo Bom Pastor, Catacumba Domicília, c séc III.