Já há uns anos uma psico-arco-íris e amiga de Formentera- que ainda chegou a ser nossa semi-segunda-dama-na-clandestinidade- garantiam que “a maternidade não é uma absurda primazia da abstracção biológica“. Assim como “a família não tem rigorosamente nada a ver com a Natureza“.

Ora, já no final da Idade Média o Johannes de Cuba tinha ideias muito fracturantes e modernas acerca das múltiplas possibilidades dos reinos.
No Hortus Sanitatis (1485) deixou-nos alguns exemplos desses cruzamentos naturais, de onde nasciam bispos marinhos do mar, por troca gramatical de focas, ou ratos e vitelos e peixes de serrote no nariz. Enfim, todo um Admirável Mundo Novo que, mal ele sonhava, viria a concretizar-se.

hortus sanitatis

Por exemplo, neste espírito de igualdade senciente e utilitária em que parece mal procriar do modo que Deus nos deu, e lembrando o funeral que a nossa ex-semi-segunda-na-clandestinidade chegou a fazer a um electrodoméstico, fica aqui, de novo, para abrir as mentes mais conservadoras, a futura família aspirador.

Esta, o PAN- no espírito de Quinto Império da Bicharada de onde nasceu-, tenho a certeza que aprova.

familia aspirador

Aditamento:
Mesmo assim, não sei. Pode dar cisão na metade mais ortodoxa do PAN. Vendo bem, uma família aspirador sempre contribui para o aquecimento global e o cãozinho come e caga, o que é mau para o buraco de ozono. Se calhar seria mais consensual a família vassoura-nabiça, de cabeça-de-alho-chocho.