Uma série de filosofia de ponta que ficava melhor no Carnaval do que na Semana Santa.

No Portugal Contemporâneo– a resfolgar de impetuosidades místicas e adesões basbaques.

Ehehe
O amor cortês já era, ‘tá visto!

Tenho o meu próprio fascínio pelo mundo medieval, cujo contributo acho muito rico e injustiçado, de um modo geral.

Além disso, interessa-me a história dos conceitos e das mentalidades.
Obrigada pelas dicas, Zazie.
andei por aí a espreitar posts seus antigos, e gostei muito. Vou continuar, claro. A iconografia medieval é mesmo um (outro) mundo!
Grazie!

Mas não estava a fazer nenhuma badalhoquice.

Estava ao telefone

ahahahahaha

Já se avacalhou o amor cortês.

Está com gralhas mas estava a fazer outra coisa.

Abç

Pois +e. O Camille faz essa ligação que tem dado polémica académica.

V. encontra facilmente os estudos dele. O The art of lvoe, por exemplo. Eu apenas andei com isto por motivos iconográficos à tabela.

No caso por via da associação entre Pigmaleão e a mulher tentadora ou “o diabo do artista”.

Mas, é claro que são coisas bem distintas do romantismo do século XIX e a própria palavra romântico não se usava.

Depois andei com outras coisas, também apenas por motivos iconográficos, em torno dos espelhos e do feitiço feminino. E isso continua pelo renascimento com curas para a magia do olhado das mulheres-cupido. Mas também não descobri nada que não se saiba já ou que o Panofsky não tenha dito.

Acerca disso tudo, a única novidade que posso ter encontrado é das soldadeiras num portal de igreja e que se prende com festas populares. Está por aí no blogue.

E olhe que nada tem de casto ehehe

Eu prfefiro estudar as badalhoquices do catolicismo

“:O)))))

Pois, obrigadíssima! realmente, fiquei com essa ideia de que o romance cortês – apesar de haver quem o ligasse ao culto da Virgem Maria – era algo de essencialmente pagão… pelo que me interessaria ler Camille, que desconheço e não sei onde encontrar… 🙂 Não quer dar mais uma ajudinha, Zazie?

Quanto a essas etimologias de trazer por casa (romance-romano-vaticano, por ex.) é como ouvir chamar empirista ao Kant: já nem leio!… aprende-se mais com os comentários de algumas pessoas! 😉

O Michael Camille é que faz umas associações curiosas entre a idolatria e o amor cortês.

Tenho para aí uns posts acerca disso. Mas não escrevi nada de novo, acerca disso. É melhor ler o Camille directamente.

«The groundwork of human nature is no doubt everywhere the same; but in all our investigations, we may observe that, throughout the whole range of nature,there is no elementary power so simple, but that it is capable of dividing and diverging into opposite directions. The whole play of vital motion hinges on harmony and contrast. Why, then, should not this phenomenon recur on a grander scale in the history of man? In this idea we have perhaps discovered the true key to the ancient and modern history of poetry and the fine arts. Those who adopted it, gave to the peculiar spirit of _modern_ art, as contrasted with the _antique_ or _classical_, the name of _romantic_. The term is certainly not inappropriate; the word is derived from _romance_–the name originally given to the languages which were formed from the mixture of the Latin and the old Teutonic dialects, in the same manner as modern civilisation is the fruit of the heterogeneous union of the peculiarities of the northern nations and the fragments of antiquity; whereas the civilisation of the ancients was much more of a piece.»
Lectures on Dramatic Art and Literature by August Wilhelm Schlegel, 1802

Sim, mas é verdade que a palavra romântico vem do romance medieval.

O que estava errado era dizer que o romantismo teve origem em Roma do Vaticano

ehehe

O texto do Schlegel está online e já lho passo. É um texto acerca do romantismo, enquanto estética e arte que se volta para esse passado, ao contrário do neoclassicismo- que é uma variante do romantismo que prefere os clássicos helénicos.

Zazie, um seu comentário no Port. Cont. leva-me a pedir-lhe o seguinte: não estaria disposta a desenvolver o tema da origem do “amor romântico”? É que eu, na minha ignorância, sempre pensei que se filiava mais ou menos no amor cortês – conceito a que, em tempos, dediquei algum tempo de estudo…
Havia um link no seu comentário que falava de Schlegel, salvo erro, mas não consegui reencontrá-lo, e aquele ambiente de insanidade esquizóide repugna-me.:(

Oh, claramente MÍSTICAS, as lantejoulas!… tanto quanto o dourado da mitra!…

eehhe

Não me diga que não gosta das lantejoulas no tutu do Birgolino.

Devem ser os restos das luzes da Razão que desceram à Contra Reforma

“:OP

Zazie, mata-me de tanto riso!… ehehhe

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