Anda para aí meio mundo de neo-tontos armados em inspectores de finanças por ordem de Bruxelas.

Se fossem eles que estivessem à frente da UE, não havia crise alguma. Bastava acabar com esses famigerados funcionários públicos que roubam os alemães e pôr fim a essa palhaçada inútil de saúde e ensino pagos pelos impostos germânicos.

Na semana passada, o VPV ainda foi mais longe (e os neo-tontos ainda lhe acrescentaram pontos)- nada como dar ao Estado o que é da Nação e depois exigir que os governantes eleitos vendam a retalho florestas, rios e matas de Portugal a quem as queira comprar.

Porque, segundo eles, capital e produção é tudo o mesmo e essa coisa de geo-estratégica privilegiada ou dimensões de países e recursos de matérias primas, não interessa para nada. No mundo pós-moderno tudo se iguala em valor da bolsa –desde que haja um Poder centralizado que assim imponha.

Ora, se formos a ver, nem se trata propriamente de uma degenerescência da ideologia neo-liberal. O velho Leviathan hobbesiano foi por aí que começou.