Brueghel the Younger, Tulip Mania, c. 1640

Esta foi das primeiras– deu-lhes para hipotecar tudo pela transacção das túlipas e o resultado foi brilhante. Como anedota conta-se que o culpado da bolha foi um marinheiro que confundiu o bolbo da túlipa com uma cebola e o comeu.
Foi crime tamanho no património do ouro das túlipas que deu direito a ir parar à cadeia.

No quadro do Brueghel mais novo, a macacada especulativa reparte as tarefas da bolsa e a loucura e um deles, à falta de liquidez do mercado depois do crash, mija-lhes em cima.

…………
Nota. a historieta vem contada no Mises Institute, o que não deixa de ter piada, pois os nossos neo-tontos à americana, chamam comuna a quem falta ao respeito a estas coisinhas.

Para eles , o problema é a existência desse malfadado “Estado Social” que obriga a pagar impostos para sustentar os achaques de pelintras e parasitas e ainda consegue subverter os grandes ideais liberais, que também se aproveitam do encosto.
Sem essa inutilidade que está a “arrasar” uma Civilização, no reino da macacada era só saúde, como a História o comprova.

Perdeu-se o comentário que tinha deixado…

Estava a dizer que não seriam os “euroduqueses” que vinham agora fazer a limpesa que compete aos da casa.

Esses, com sorte voltam para as deles e têm de aprender a fazer qualquer coisa de útil.

Com alguma sorte, bastava vender o governo actual e ceder um pouco do poder de fiscalização de contas publicas à UE. Em troca teremos menos mãos sórdidas e corruptas, mas patriotas, no erário público. Deduzo que é por isso que já se levantam vozes defensores da soberania contra a intervenção de Bruxelas nas nossas soberanas contas, que são, na prática, coutadas e feudos de alguns ilustres.

Olha, o VPV esqueceu-se deste detalhe e confundiu o Estado com a Nação (e até com o Orçamento de Estado) e disse que eles- os governantes a prazo, podiam vender florestas, matas, rios e património arquitectónico em troca para pagar as dívidas à UE.

O Costinha diz que podiam vender os Açores aos americanos.

a diferença pode andar por aqui.

Quanto vale uma moeda de ouro, ou uma de latão ou um cartão plástico, se ficares impossibilitado de troca pelo facto do banco ter falido?

Quanto valeriam as nossas reservas de ouro se mais não houvesse para ter crédito?

A questão do ouro e da prata tem uma resposta mais simples.

Tu não podias inundar o mercado de ouro, da mesma maneira que inundaram de prata.

O que aconteceu na Primeira Grande Guerra, foi o inverso. A falta de ouro por açambarcamento- daí passarem para o papel.

Mas também só sei isto por causa dos filmes do Fritz Lang e mais do Stroheim.

Há uma confusão que o anti-comuna também faz e tu idem. V.s tendem a confundir investimento ou especulação sobre um bem qualquer (seja ouro, seja prata, seja petróleo, sejam as túlipas) pela moeda que não serve para ser vendida mas por meio de troca entre bens.

O dinheiro não foi feito para se vender. Tu podes é especular com bens diversos e fazer transações nessa especulação.

Mas, para todos os efeitos a moeda mantém-se fora dessas tuas especulações. De outro modo toda a gente jogava com o dinheiro de todos e nem havia valor de PIB ou de nada.

Era tudo como quem conseguisse imprimir o tal símbolo e o valor que achasse que lhe podia atribuir.

O erro deles é que confundem as crises por não haver cobertura nos depósitos à ordem com as crises de especulação dos bancos de investimento.

Eu ia jurar que ambos sabemos estas coisas via CN

ehehe

Mas, ainda assim, há tretas que teoricamente eram impossíveis. Um princípio apriorístico não é necessariamente a forma básica como as coisas funcionam.

Claro que o dinheiro serve para troca. E a moeda tem de ter um valor simbólico para se relacionar com a transacção de bens concretos.

Ora, a questão do padrão ouro não pode ser assim tão básica como colocaste.

Tu precisas sempre de uma ligação entre a moeda e o bem. E, claro que, quanto mais desvirtuada está esta ligação mais mentira se pode fabricar.

A produção de papel sem correlação com uma matéria- um padrão- é uma mentira.

E isto pode provar-se nas nossas reservas de outro e na inexistência delas para agora se pagarem dívidas.

Do mesmo modo, os grandes bancos que tratam de fortunas têm barras de ouro nas caves da Suíça para que depois exista algum bem que responda pelas falências dos jogos.

E, o ouro tem uma série de características que milenarmente te podem provar que a sua escolha não é tão aleatória como a troca pelo dólar ou por outra coisa que possa ser maior simulacro.

Tanto quanto sei, nunca o Mises disse que o outro era um dogma mas mostrou como as suas características se apropriam melhor que o resto a essa correlação entre o valor de uma moeda e o valor que essa transção tem. É de difícil criação e exploração de minas, existe em quantidade suficiente para a correlação da moeda, e mais uma série delas como a própria valorização que todas as sociedades sempre deram a esse metal e não a outro.

A questão depois é outra. Como é óbvio se não houver poupança ninguém investe em nada e tu não podes ter empréstimos em função de zero que tenhas.

O que sucede, segundo me parece, é que eles depois continuam com a fezada na mãozinha invisível e passam a atribuir ao Estado as culpas das crises por produção de papel, começando por contar às avessas a historieta, pois nem sempre foram os governos a inventar o papel mas os próprios banqueiros a criarem instituições que assim os financiassem- caso do FED que foi criado pelos mesmos que provocavam as crises e que, ao contrário do que eles teimam em dizer, não é do Estado nem foi criado pelo Estado Americano.

De resto, estava a jardinar e vou botar mais caricaturas com tudo isso.

O que não concordo contigo é na existência de “um sistema” bom, que tem estes azares. Não é um sistema- é um erro dentro da finança e são roubos que têm criminosos a serem colocados atrás das grades.

Por cá, não. A diferença é essa. Nós nem precisamos de crises para ter de pagar por roubos de milhões feitos por bandidos.

Alias, o que a malta do padrao ouro nao fala e’ nos problemas que a Espnha imperial do sec. XVII teve de passar por causa do excesso de prata que trouxe do Peru.

Pensando que os metais preciosos possuiam um qualquer valor intrinseco que os faziam mais valiosos, os espanhois inundaram o mercado com prate pensando que iam ficar mais ricos.

Nao ficaram, porque subitamente a prata baixou de valor brutalmente e a moeda espanhola tambem (porque associada ao valor da prata).

Resultado: durante o sec. XVII a coroa espanhola faliu dois vezes: a sua moeda nao valia nada nos mercados interncaionais apesar da “riqueza” gerada pela prata peruana.

Entretanto, os holandeses e os ingleses, numa economia movida a papel (mas tambem a comercio e iniciativa privada rentaveis e racionais) prosperavem (especilamente a Holanda)

Gostaria de ver a analise que os tipos do Mises.com fazem a esta bolha espanhola da prata no sec. XVII :):):):)
Interessante, hem?

Os principios aprioristicos da escola austriaca (do pouco que percebo) e’ que antes de gastar o que quer que seja tem de se poupar… ou seja todo o argumento maluco contra a expansao monetaria e a favor do padrao ouro (uma patacoada de todo o ).

E e’ verdade manipulacao existe mas tambem existem ganhos reais em termos de qualidade de vida para as pessoas. O acesso razoavelmente facil (razoavelmente ‘e a palavra chave aqui) e’ uma coisa boa.

Agora o que os austricos defendem e’ que todos os ganhos em termos de qualidade de vida que advem do credito razoavelmente facil (mais uma vez) devem ser sacrificados em nome duma pureza economica, filosofica e espiritual.

Alias nada nos garante que num sistema “justo” nao haveria manipulacoes.

Mas eu nestas coisas estou como o maradona- só comento boatos.

Está visto que não existe nenhum mundo financeiro feito por “escolas teóricas” e que estas servem para pouco mais que entreter a macacada.

Quem manobra os cordelinhos é que tem “a escola toda”.

E, quanto a isso é que a História também mostra que há sempre montagem e manipulação por trás e que essa treta do benefício aos pobrezinhos mais não é que a “cenoura engana tolos”.

Mas desculpa lá, quais são os princípios apriorísticos puros?

Eu só me lembro da sacralidade da propriedade. São as leis divinas que já o Hobbes teorizava para justificar o Leviathan. E são hiper-racionalistas- não há aqui efeito psicológico a não ser o que naturalmente existe e depois seria bué de bom ficar tudo debaixo da ponte durante séculos para aprenderem pelos que nasceram para não ter de prestar mais contas de nada.

Ia jurar que é pouco mais que isto e a boa da desmontagem à fabricação de dinheiro a partir do ar.

Rapaz, ia postar precisamente essas bolhas em caricatura.

Quanto aos austríacos pouco pesco do assunto.

Por alto tenho a ideia que eles inventaram apriorismos que até já tinham sido inventados pelo Hobbes para justificarem o resto.

Mas, nesta treta das fezadas na mãozinha invisível, pelo menos esses têm a vantagem de desmontarem o bruxedo da fabricação de riqueza a partir do ar.

De resto nem sei mais nada. Mas a verdade é que os que se julgam americanos de chicago ou lá que treta é, chamam a isto socialismo.

O João Miranda agora até já troca a ordem às coisas- diz que são as bolhas “cainesianas”.

ehehe

Fartei-me de rir. Crise, qual crise? bolha, qual bolha- isto são as naturais crises de crescimento do mercado- nada de especial- a natureza controla. O que é preciso é fechar os olhos aos gatunos.

Ha’ as tulipas na Holanda, a Companhia da Louisiana em Franca, a Companhia dos mares do Sul em Inglaterra.

As bolhas sao engracadas e sao um efeito secundario do sistema. Este sistema nao e’ grande coisa mas comparado com a alternativa dos austriacos (do Mises) e’ muito melhor.

Se a coisa funcionasse como os aprioristas gostam ainda agora haveriamos de andar todos de burro, viver ‘a luz da vela e ter mortalidade infantil de 300 por mil. Porque?

Pela simples razao que o acesso ao capital seria tao dificil que ninguem teria incentivos para inovar.

E um mundo quase medieval (em termos de qualidade de vida) com um congelamento da inovacao e’ o preco que os “austriacos” estao dispostos a pagar em nome duma utopica pureza economica baseada em principios filosoficos puros… Nao sei porque mas acho que ja’ ouvi esta laracha nalgum lado. :):):):)

Ha’ as tulipas na Holanda, a Companhia da Louisiana em Franca, a Companhia dos mares do Sul em Inglaterra.

As bolhas sao engracadas e sao um efeito secundario do sistema. Este sistema nao e’ grande coisa mas comparado com a alternativa dos austriacos (do Mises) e’ muito melhor.

Se a coisa funcionasse como os aprioristas gostam ainda agora haveriamos de andar todos de burro, viver ‘a luz da vela e ter mortalidade infantil de 300 por mil. Porque?

Pela simples razao que o acesso ao capital seria tao dificil que ninguem teria incentivos para inovar.

E um mundo quase medieval (em termos de qualidade de vida) com um congelamento da inovacao e’ o preco que os “austriacos” estao dispostos a pagar em nome duma utopica pureza economica baseada em principios filosoficos puros… Nao sei porque mas acho que ja’ ouvi esta laracha nalgum lado. :):):):)

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