A recusa do prémio por parte do Nozolino, tem dado para as reacções mais estranhas.
À parte a tal parvoeira de ter de assinar contrato com o Ministério, para receber um prémio a que nem concorreu, o que move as empatias são os impostos.

A apetência dos tugas pela fuga ao fisco só tem rivalidade no gostinho em enganar as brigadas da polícia de estrada – que só andam ali na caça à multa à conta do pretexto do excesso de velocidade.
É mesmo uma característica nacional mais típica que o galo de Barcelos ou os pastéis de bacalhau.

E, há-de ser por esse motivo, que já li que foi a coragem de “não pactuar com arranjinhos” ou que os impostos são assuntos da vida privada de cada um (eu diria mesmo íntima- como as escapedelas e amantes) e que até pode ser uma questão de princípio não os pagar.

Se o artista nada tem a ver com o caso, pois até é um responsável cidadão, azar que isso até parece coisa de totós.
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Acrescento- 6/7:
Pelos vistos, não estou sozinha .