macaco a mamar numa freira, iluminura medieval

François Boucher, Leda e o cisne, 1741

Jeff Koons,
ushering into banality, 1988

?!?!?!

mas eu não disse que o porco estava aqui de forma simbólica…

“:O?
é um porco, tout court. a foçar na banalidade, tout court

  • Cândida.

ó zazie, tu achas que alguém tem culpa de uma coisa que não fez? responde lá se fores capaz.

é, a Paula Rego fez essas séries quando o marido estava muito doente. São terríveis. Eu gosto muito mais dela nestes tempos…

quanto ao Koons não há experts nessas coisas. Há gostos. Eu curto bastante, vá-se lá saber porquê. Como também gosto muitíssimo mais do Lichtenstein do que do Warhol…
Mas gosto do Koons, mesmo loiça das caldas. Gosto no que há nele de verdadeira ingenuidade e perfeccionismo misturado com rócócó. O gajo é mesmo um perfeccionista. Aquele cãozinho em flores, por dentro tinha uma armação como se fosse uma catedral. E ele subia aquela escadaria até ao topo, onde tinha uma vigia e controlava as florinhas todas. Mandava mudar uma que fosse que ficasse murcha.
E os cãezinhos de madeira eram feitos por marceneiros espanhois, com grande tradição nesse trabalho “mourisco”. E o gajo ia lá conrolar a madeira e a pintura que não podia ter a menor falha. E depois expunha aquelas macacadas todas como se fossem de loja de trezentos!
O gajo etem espírito de artífice medieval. Grande parte do que faz não é sequer para se ver “:O)

A figura da Paula Rego tambem é deveras bizarra. A senhora a barbear (ou a degolar?) o cão.

Já o fascinio das senhoras pelo cisne na “Leda e o Cisne” me parece bastante explicito :)))))

Deixa-me no entanto dizer-te que não acho muita graça ao Jeff Koons. Para ver coisas daquelas sempre comprar loiça das Caldas que é mais divertida e bem mais barata!

Mas tu és a especialista por isso não ponho em causa as tuas escolhas! :))))

mas eu também gosto muito daquela filha do Lord Grey a agarrar o cãozinho por uma perna “:O)))
O Hogarth tinha retratos destes que eram uma delícia. Só de se imaginar a tortura da pose para a pintura ehehehe
e a miúda está cá com uma carinha de barbárie satisfeita “:O))

Foi tirada do livro o Macaco na Arte de Ptolemy Tompkins, editado pela Quetzal (94) mas, estupidamente não tem grande informação. Diz que é proveniente de um Romance de Lancelot (mas não diz a data) e está na John Rylands Library em Manchester.
È nitidamente uma “marginalia” de canto de página porque ainda se nota o “arabesco em que termina. Ele diz que é uma sátira à representação da Virgem a amamentar o menino Jesus, como sintoma da decadência de costumes. Não sei se será só isso (o que era muito comum nessa época) como também uma referência à lenda das macacas abandonarem um dos filhos quando eram perseguidas ou ao vício de roubarem os recém-nascidos humanos. Má é um mundo às avessas, não tenhas dúvidas. O gajo é cá um macacão “:O)))

A primeira figura que apresentas (a da freira com o macaco) é particularmente intrigante.

Em que contexto é que ela aparece?

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