e uma grande homenagem aos londrinos.
Resilience
é a palavra.

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Adenda: não reparei que o nosso amigo Lutz se tinha lembrado do mesmo conceito.

nesse aspecto sim, concordo que é verdade e tem a ver com o tal excesso de história que aprisiona a capacidade criativa. Porque se trata de um passado.

Mas com os sicilianos a soberba não era megalómana nem se baseava em história feita fora da sua ilha. É um tipo de arrogância de raízes mais interessante. Por isso ele descreve-a árida como a paisagem É a soberba do sangue “;O)

zazie,

o nosso problema não é o da insularidade é o da História.

No passado conseguimos feitos tais, que julgamos que isso nos faz uma raça aparte. Esse é o pensamento de Pessoa quando diz que os Grandes Portugueses acabaram em 1578. Essa arrogancia do 5º Império, de achar que apesar de tudo não temos nada a aprender com os outros é que eu encontro em comum entre os sicilianos e os portuguesas da casta pessoana. ambos os povos têm alguma dificuldade em viver com a presente.

Uns por cansaço (o clima, a História, os homens de honra, a teimosia dos homens e das mulheres) e outros, os portugueses, por “saudade”.

ena, num fim-de-semana um gatopardo faz favor… “:O)

é um grande livro pois. Agora essa ligação à portugalidade não a vejo assim… para já são mundos muito diferentes. O que ali se fala é da insularidade. Não nos vêm ensinar nada porque somos deuses. Essa é a arrogância de granito dos sicilianos e acho que nunca foi a nossa.
Mas tem piada que tu encontraste uma ligação entre o livro e o texto do Pessoa e eu escrevi isto tudo sem pensar em associações. Se calhar estavam na minha cabeça sem o saber. Mas o Gatopardo faz parte de outras coisas que me dizem muito por razões muito antigas e bem diferentes.

zazie,

Li este fim de semana o Leopardo e… a conclusão é a do costume: é muito melhor do que o filme:))))))))))))

Aquilo dá panos para manga para conversa. Especialmente aquela conversa lá em baixo do teu post do Fernando Pessoa.

O Leopardo tem uma passagem no famoso monologo do principe com o coitado do Chevalley que se ajusta como uma luva ao problema da “portugalidade”. Os Sicilianos também sofrem de excesso de identidade e no fim do dia isso é que os lixa.

Mas para além de tudo isto é um livro excepcional!

Ó Zazie, porra…tou tão contentiii!

Vou voltar a ler-te, porra…

Fixe, pah

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