Cornudo atá mangueira,
toma o pão que te caiu!
Hiu! Hiu! Lanço-te üa pulha!
Dê-dê! Pica nàquela!
Hump! Hump! Caga na vela!
Hio, cabeça de grulha!
Perna de cigarra velha,
caganita de coelha,
pelourinho da Pampulha!
Mija n’agulha, mija n’agulha!

Sabia que era de Gil Vicente.

Mas Gil Vicente não chega para o delírio actual que a que só – talvez!… – O’Neil responda…

  • gaja_intrometida

De Gil Vicente até hoje quase nada mudou: os malucos (como o parvo da Barca do Inferno) continuam a ser os únicos a falar verdade e a chamar os bois pelos nomes…. Os vícios, esses mantêm-se.

Nota ao comentário de “antónio”: Desculpe a correcção, mas o texto referido não é de O´Neil e sim de Gil Vicente.

os tempos actuais copiam, para pior, o delírio surrealista de O’Neil. Mas sem poesia, apenas com nonsense. Será que o poeta já previa a desilusão pós-revolucionária ao mesmo tempo que gracejava com a idiosincrasia ditatorial salazarista?

Quem conheça a História deste País, e pode cionhecer pouco, que mesmo assim, a memória já o preocupa, não consegue evitar a semelhança com outras crises graves do País. A facilidade com que se solta a resignação, e até desejo, pelo domínio espanhol, aflige. Aflige a sério.

Desde a revolução democrática que o País não atravessou um momento de descrença na independência tão grande como agora. O independenciómetro está com a agulha invertida.

looooooooolll “:O)))

I wish I could unnerstand you. I was going to
Learn Spanish in Costa Rica
but got sidetracked in Myrtle Beach. Now i speak fluent Redneck!

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