O texto de Pedro Picoito, a propósito da visita do Papa a Inglaterra.

(…) É curioso que o último acto da visita papal, a beatificação de Newman em Birmingham, possa ser visto como uma resposta a estas questões. John Henry Newman foi um célebre teólogo anglicano, fellow do Oriel College e fundador do chamado Movimento de Oxford, antes de se converter ao catolicismo em 1845. A conversão, um choque para todos, provocou o fim da promissora carreira no establishment britânico e o início da eterna desconfiança da hierarquia católica, mas os seus textos sobre historicidade da Igreja, razão e fé, autoridade pastoral e liberdade de consciência, escritos a propósito de algumas das mais acesas polémicas doutrinais da época, influenciariam profundamente Chesterton, Tolkien e C. S. Lewis, o Vaticano II e um jovem teólogo presente no concílio, um tal Joseph Ratzinger. Ao deslocar-se a solo inglês para beatificar Newman, quebrando mais uma vez o protocolo, esse jovem teólogo, hoje Papa, confirmou a ironia de Oscar Wilde: a Igreja católica é só para santos e pecadores – “for respectable people, the Anglican Church will do”.

A ler, na íntegra, no Cachimbo.

ahahahahah

tenho esta ‘gira’ como sendo tb do cardeal Newman, e ainda sobre essa distinção católico/protestantólico, qq coisa como:

‘…se querem ter a certeza de que o chapéu de chuva que deixaram à entrada do ‘templo’ ainda lá está quando saírem… escolham sempre um templo protestante e nunca um católico’

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