Encontrou os fósforos e tem 100 cartuchos para queimar?

Dragoscopio

vpv miros

Via: Portadaloja

Em nome dessas palavras caras e universais- a Liberdade neotonta ou maoísmo reciclado é sempre igual:

censura da hiena de matos

Outra temática sempre actual (reposição de 2007) lembrada no Blasfémias

A magia negra ataca crianças indefesas nas escolas públicas
Não aconteceu em 1500, é mais recente. Tem a data de Abril de 2005 e foi fenómeno testemunhado por uma ateia convicta, nas janelinhas de comentários do Blasfémias

Não considera ser à força o baptismo de uma criança contra a vontade expressa, veemente e frequentemente, dos pais? Ou acha que é preciso ir amarrada para ser à força??
palmira Homepage 04.13.05 – 11:54 pm #

Aconteceu com as minhas filhas, várias vezes, até elas terem 10-12 anos. Nessa altura felizmente já ficavam com urticária quando ouviam falar em baptismo e as tentativas cessaram!
palmira Homepage 04.14.05 – 12:14 am #

- A Palmira não me diga que inscreveu as miúdas numa escola católica….
Rui Carmo 04.14.05 – 12:19 am #

Caro Rui Carmo:
Poderia parecer que sim mas as minhas filhas frequentaram sempre escolas públicas….
palmira Homepage 04.14.05 – 12:23 am #

 

[reposição de reposição 2012 de reposição... de 2007]

Vai abrir uma nova “loja” para iniciar jovens, dos 12 aos 21 anos, em princípios e rituais. * ou, o Carbúnculo quer-se tomado de pequnino.

Em versão “rapa-tacho para a juventude”; com presunção q.b. e sem vergonha na cara (agora em farsa entre tenda pura contra tenda impura) este ainda continua a ser o melhor engenho para se manterem no palco.
Chega-te, baixa-te e adora-me, poderia ser o sentido primordial da frase.

Os mais antigos cultos a Lúcifer incluíam este ritual do beija-cu. Segundo as lendas praticaram-no muitos, desde maçons a bruxas, passando por cagots e demais confrarias de artesãos marginais e heréticos, incluindo nessa crença os Templários, como é referido nas acusações de Filipe IV que levaram à sua extinção por bula papal.
As ramificações destes rituais e suas ligações aos ciclos da natureza são complexas, acabando, em muitos casos, por se entrosar com o folclore e festas populares.

O principal signo de onde vão emanar temas cristãos e outros satânicos prende-se com o osso em que terminava a coluna vertebral, em forma de amêndoa ou mandorla também apelidada mandala. Acreditava-se que era o único elemento incorruptível do corpo, cuja natureza sobrenatural o sujeitou a variadas associações que tanto podiam ir da auréola divina em que se envolve o pantocrator, como à luz que permite o renascimento cósmico dos corpos, o guilgal do ciclo das reincarnações. Central em rituais sabáticos e festas carnavalescas, esta crença hoje perdura na tradição dos carnavais de homossexuais de Nápoles, que emitam a mulher grávida a dar à luz um boneco de madeira em forma de bode cornudo

Os maçons primitivos recolhem estes cerimoniais, em virtude da sua dupla condição: por um lado são os obreiros da Casa de Deus, mas por outro necessitam dos segredos aritméticos e dons do domínio da matéria que pertencem ao príncipe das Trevas. São o exemplo mais antigo do “cientista” desafiando o criador do alto da torre de Babel e mais tarde trocando o culto de Nemrod pelo apóstolo da dúvida: S. Tomé, sem deixarem esquecer os ritos de adoração luciferina

No caso dos Templários as práticas satânicas são mais complexas, persistindo memórias em imagens como as do cadeiral de Amiens

Na primeira o noviço é apresentado completamente nu e os iniciadores passam-lhe a mão por trás para verificarem se é “bem formado”.

No segundo exemplo já estamos em pleno ritual, um tanto embaraçoso para ser explicado…
O iniciado senta-se e abraça-se ao “pote das rosas”. Depois os outros dois vão fazer uns “malabarismos” complicados que incluem uma velinha a ser enfiada num sítio que eu não digo, enquanto lhe é vertido o vinho (a tal água de rosas) ao longo das costas até ao dito local da rendição. O colega tem de o beber, aí mesmo, com a narigueta por lá enfiada (daí chamarem-lhe “beber amarrado”). Pelo meio ainda há mais umas “partes gagas” que incluíam o “beber no tabuleiro” que não conto e depois trocavam as voltas e repetiam tudo de novo como bons camaradas.

O certo é que imagens e descrições não faltam e não se ficam pelos sabbaths do Goya. Em pleno século XVIII publicam-se estampas com alguns destes rituais, entretanto civilizados, como as iniciações femininas maçónicas, em que as candidatas eram rigorosamente escolhidas a dedo (e não só), já que a coisa implicava grandes exigências estéticas com exames púbicos mas pouco pudicos. Na gravura do ritual para-maçónico, recolhida pelo Abade Pérau, uma menina prepara-se para beijar simbolicamente o traseiro do mestre, neste caso sob a forma de um cãozinho de cera muito mignon.

A partir daqui juro que não sei mais nada e, se me pedirem com bons modos, até sou capaz de imaginar que tudo isto caiu em desuso.
…………………………….
Em 2007 terminei o post com esta passagem:

[De qualquer forma, se é português, ainda vive cá dentro, e está interessado em acompanhar variações de beija-cus mais actuais, o melhor é seguir as historietas onde os bodes-devoristas ainda não ditam lei- no mundo virtual].

Quatro anos depois, acho que me enganei. Ditarem leis ainda não ditam; mas ao tempo que já por cá andam…

Imagens:
—Antigo Testamento, manuscrito do sec. XIV, os pedreiros da torre de Babel, unidos por uma única língua, desafiam Deus fazendo-lhe facécias e o Sopro Eterno castiga-os.
—Heresia dos Vaudois, manuscrito do séc. XV. Beijo do cu do diabo durante um sabbath.
—Beija-cu, portal da catedral de Saint-Pierre, Troyes, sec. XII.
—Cadeiral de catedral de Amiens, séc XVI, apresentação do noviço para o rito iniciático
—Cadeiral de catedral de Amiens, neófitos vestidos de loucos ladeiam o iniciado com o “pote de rosas”
—Beijo do rabo do cão, gravura da compilação do abade Pérau, 1758.

(ver: Claude Gaignebet et J. Dominique Lajoux, art profane et religion populaire au Moyen Âge, Paris, PUF, 1985.)

Entretanto, acrescento. Via Blasfémias Consta, como vem na capa do Sol, que os mija-nos-finados iguais, também querem ter direito a des-baptismo ateu, provavelmente praticado pelo Bode-Esperança e Vigária-Científica-Palmira.

«Náo procurei tão pouco mercar-vos a Instituía, Expositores modernos para o estudo, nem livros curiosos para a hòticia, e desenlaço; porque rudo isto julguei supérfluo e quero principiar por onde os outros acabão; porque as largas experiências, que tenho de Coimbra, do tempo que lá assisti, e as noticias do presente me ensináo outro caminho mais acertado. Merquei-vos pois em lugar da Instituta, e Expositores huma flauta, rabeca, e machinhos pelos livros curiosos huns dados, e baralhinhos de cartas; porque, supposto o vosso génio, estes serão lá todos os vossos estudos , e curiosidades. Armei-vos também com os melhores atavios, e ornato , que se requer para a ostentação de huma personagem esco-lástica – como cousa verde para o cabello , chapeo de cairel, lenço de seda para o pescoço, vestia curta á IngJeza, calções de camurça para montar, outros encarnados para o uso; botas de agoa com fivella da prata para as correias, esporas da cutellaria , capote dealamares, talabarte á Franceza, faca de mato para a algibeira, espada curta, e larga, vestido de crepe, gorra de lerniste, relógio de algibeira, a bolça vazia; e com estes excellentes aprestos vos armei estudante de Coimbra Tratante fidalgo.»

Macarronea latino-portugueza- 1816

“Cuando panteona un portugués, pronto panteonam dos o tres”.

Para solucionar a crise, acredita numa revolução “democrática e eufórica” – “uma revolução que, democraticamente, ponha fim à humilhação nacional que nos diminui e nos torna indignados, por nos terem imposto a tutela da ordem económica para pagar dívidas”

«Somos Homo Sapiens, temos os mesmos valores em todo o lado»

O meu pinguim de frigorífico para não confundir com a máquina-de-lavar-roupa.

pinguim de frigorífico