Tempos de sorelianismo bacoco

Via Portadaloja

Esta iconoclastia já tinha sido extinta pela ditadura do politicamente correcto. A mesma que agora chama Liberdade à grunhice.

Do genial Reiser e que hoje em dia nunca seria permitido.

A dita “liberdade de expressão” consiste apenas no insulto grunho de caricatura bruta e ordinária contra o islão e contra o catolicismo (nunca visando os intocáveis de kippah porque isso era logo crime de anti-semistimo)

Com os agradecimentos ao José por ter facultado uma tira tão deliciosa

No POrtadaloja a melhor síntese, com excelentes fontes e documentação, que nenhum jornalista cá do burgo é capaz de fazer, apesar de ser pago.

Absolutamente imprescindível

E olhinhos bem abertos

Autun, sec. XII, reis magos

O Dragão está de volta.

Viva!

 

 

Então mais vale soltá-lo e que venha a assuada

Jacques Callot- assuada, séc XVII

Jacques Callot- assuada, séc XVII

Via Portadaloja

E em ligação directa para tudo quanto por lá é escrito.

Também eram só umas peúgas…

Euro2cent disse…

O romantismo é uma das coisas mais perniciosas que aconteceram à civilização ocidental.

O seu desabrochar em pleno coincidiu com o auge dos barões vendedores de sabão, e foi impulsionado por eles à força de anúncios em “veículos” apropriados. Começou pela “Age of the Feuilleton” de que escrevia Herman Hesse e foi por aí fora. Do impresso e teatro ao cinema, rádio e televisão, foi um chorrilho imparável. Com o “folhetim Tide” nacional, ou a “soap opera” americana, os vendedores de sabão lá estavam a impelir a luxúria e concupiscência que lhes faria vender mais produto.

E é assim que temos – somos governados por – uma sofisticada máquina de fabrico de desejos e pensamentos. Ao contrário do que o Orwell pensou, nem é preciso reformular a linguagem para cercear o pensamento possível. É mais ao Huxley – as coisas tornam-se impensáveis porque estão completamente fora do que é aceitável dizer, e interessa à audiência ouvir. Quem se atrever a dizer, por exemplo, que a liberdade não é o mais precioso dos bens é olhado como um perigoso lunático. Se acrescentar que o divórcio é, além de socialmente pernicioso, a pior coisa que aconteceu às mulheres nos últimos séculos, não se safa de ser considerado um mentecapto, mesmo que demonstre que o retorno ao concubinato teve consequências práticas funestas.

Se o “romantismo” está em decadência, é porque a degradação moral já permite chamar os porcos à ração batendo directamente nos tachos sem grandes rodriguinhos. Mas a mensagem fundamental continua – anda cá cevar os instintos, deixa lá as obrigações. E passa o pilim.